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Bêbado III

março 13, 2012

Beber
beber
bebe
beber
berber par esquecer
beber pa esqueceer
pbebe pra esequever
esquecer
esquecer
beber para
beber
esquecer pra bebe
beber
beerbre
bebel pal esquecer
pala te esquecer

Maldita multidão barulhenta
Copo que não encontra a boca
Boca que não encontra as palavras
que o coração transborda em forma de sentimentos

Querem me enlouquecer
Queixos que tremem
Olhos que fitam

Tudo que dá medo ao mesmo tempo

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Liberdade

março 13, 2012

Algemas invisíveis agarram pés e mãos
Consciência medíocre te aprisona
aos pseudo-deveres que o mundo te impõe

Pessoas interferem sem perceber
naquilo que só você pode decidir

Apenas seus olhos são capazes de vislumbrar
o que a vida quer de você
e o que você pode dar à vida

E seu coração é o juíz
o juíz de teus olhos

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E se

março 31, 2011

E se o e se não existisse?
E se fosse possível
acreditar… tudo como é?

E se só houvessem certezas
em todas as incertezas?

E se fosse possível apenas viver
sem os e ses?

E se fosse possível
apenas o possível
nem mais
nem menos?

Só há uma certeza
mas ela não é doce

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Mundos além oceano

março 31, 2011

Mundos perfeitos são ilusões
Somente dentro
no fundo dos teus pensamentos
pode haver o que tanto deseja
… perfeito e solitário

A vida pode ser boa em outros caminhos
Não quero mais o previsível
aquilo que tem me consumido

Quero um mar de vida nova
para me afogar…
para me afogar…

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Eu esperei

março 26, 2011

Quando o meu derradeiro dia chegar
de quem eu sentirei falta?

Quando este dia quebrar
o que será importante, enfim?

A vida concretizada
ou os sonhos abandonados pelo caminho?

As vezes quero acelerar o tempo
as vezes quero congelá-lo

O que incomoda mesmo
é a minha consciência
que berra em minha cabeça
as coisas que eu deixarei escapar
que voarão para longe…
longe de mim

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Rush

março 24, 2011

Acorda
preguiça
dorme
acorda
susto
pula
corre
estuda
corre
trabalha
corre
come (se der)
corre
casa
corre
arruma
corre
estuda

pára…

ouve música e escreve poesia até cair vencida pelo cansaço

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Altos e baixos

março 24, 2011

Eu quero voltar a minha casa
mas eu sei que ela não existe
nem nunca existiu de verdade

A morada que tenho
é a carne que habito

E eu desejo que tudo que eu precise
seja tudo o que eu já tenho

Mas é impossível!
Eu sonho alto demais
e vivo baixo demais